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Caso Djidja: Mais um suspeito de fornecer cetamina para família Cardoso é preso em nova fase da operação que investiga grupo

Grupo realizava rituais onde promoviam o uso indiscriminado de cetamina, droga sintética de uso veterinário com efeitos alucinógenos. Djidja, a mãe Cleusimar Cardoso e o irmão, Ademar Cardoso.

Arquivo Pessoal

Mais um homem foi preso suspeito de fornecer cetamina para o grupo religioso denominado “Pai, Mãe, Vida”, liderado por Cleusimar e Ademar Cardoso, mãe e irmão da ex-sinhazinha do Garantido Djidja Cardoso, nesta sexta-feira (19), em Manaus. Ele é o 11º preso suspeito de envolvimento no caso.

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A ex-sinhazinha foi encontrada morta no fim de maio, em Manaus, e a polícia suspeita que a morte foi causada por overdose de cetamina, usada pelo grupo religioso.

De acordo com apuração da Rede Amazônica, o homem foi identificado como um dos principais fornecedores de cetamina em festas de Manaus. Ele já era investigado pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) há cerca de um mês.

Os investigadores observavam o suspeito na tarde desta sexta, quando ele teria feito uma entrega da droga para um comprador, que foi abordado pelos policiais. Ele confirmou que o suspeito teria vendido cetamina para ele.

Quando ele faria outra entrega, os policiais abordaram o homem, que confessou que mantinha a droga na casa onde mora.

Com o suspeito preso nesta sexta, a polícia apreendeu frascos de cetamina líquida e também em pó, uma cobra que era mantida irregularmente por ele, além de seringas e uma balança de precisão.

Caso Djidja: Mais um suspeito de fornecer cetamina para família Cardoso é preso em nova fase da operação que investiga grupo.

Karla Mendes/Rede Amazônica

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Morte de Djidja Cardoso

Djidja Cardoso, empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido, foi encontrada morta na última terça-feira (28), dentro da própria casa, em Manaus. A principal suspeita é que ela teve uma overdose de cetamina. Ela, o irmão e a mãe já eram investigados há mais de um mês por envolvimento em um grupo religioso que forçava o uso da droga para alcançar uma falsa plenitude espiritual.

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Ampolas da droga foram encontradas na casa em que Djidja morava e em salões de beleza da família. Mãe, irmão e outros três funcionários da ex-sinhazinha foram presos pela Polícia Civil, suspeitos de envolvimento no esquema.

Mãe filmava uso de cetamina

Segundo a polícia, a mãe de Djida, Cleusimar Cardoso, tinha o costume de gravar a família sob efeito de cetamina e também registrava os momentos em que os filhos faziam as aplicações, utilizando seringas.

Mãe costumava gravar vídeos da ex-sinhazinha e irmão sob efeito de cetamina em Manaus

As imagens, obtidas com exclusividade pela Rede Amazônica, foram incluídas pela polícia na investigação sobre o caso. Segundo a polícia, as gravações foram feitas na casa onde Djidja foi achada morta, na Zona Norte de Manaus. (Veja no vídeo acima).

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